terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

TREINAMENTO DE PESSOAS – REFLEXÃO E CUIDADOS

É cada vez maior o número de organizações e indivíduos que buscam o aprimoramento pessoal, profissional e institucional. É imperativo esta busca por instrumentos, ferramentas e técnicas para um melhor posicionamento, uma melhor atuação.
Este fato se dá, entre tantos outros motivos, em função:
Do enfrentamento da competitividade e das adversidades do mercado;
Da consonância que se deve ter com o mercado (até por uma questão de sobrevivência);
De curiosos, consumidores e clientes cada vez mais exigentes e profissionais,
De turbulências e incertezas internas e externas,
Do correto posicionamento diante da concorrência que também procura - quase sempre sem alardes - o aperfeiçoamento que necessita.

É utópico o desejo de participar de um mercado (de pessoas e organizações) tão competitivo e seletivo de forma aleatória, sem um posicionamento e um planejamento estratégico, sem profissionalização em todos os níveis, sem estar municiado de informações e conhecimentos amplos. Em razão disto, uma das ferramentas mais importantes para o desenvolvimento humano e empresarial - e que cada vez mais vem se utilizando com frequência - é, sem dúvida, o treinamento. É indispensável. Pessoas continuarão sendo o grande diferencial para qualquer empreendimento.
Entretanto, não se deve "comprar" treinamentos apenas teóricos com pequena ou quase nenhuma aplicabilidade prática, apenas para engordar o "curriculum" ou ainda, para justificar a aplicação de uma "verba que está sobrando no orçamento".
Treinamento não é sinônimo de passatempo. Tampouco é pacote. Deve ser encarado como um grande investimento, deve ser sob medida, atendendo necessidades. As pessoas e as organizações devem atentar seriamente para isto.
Faz – se necessário rigor de critérios ao selecionar e contratar instrutores e/ou empresas para os treinamentos. É obrigação verificar: idoneidade de todos os envolvidos, "curriculum vitae " do consultor/instrutor (constando e checando a formação acadêmica, o conhecimento e a experiência teórico–prática com os resultados relevantes obtidos de suas atividades profissionais, o tempo de atuação no mercado, a sensibilidade aos valores culturais da localidade, etc.), a relação de pessoas e empresas atendidas e o nível de satisfação destas durante e pós–treinamento, o local a ser ministrado o treinamento (instalações, segurança, facilidade de acesso, estacionamento), avaliação da carga horária em função do conteúdo programático a ser ministrado, o número de participantes (nossa experiência recomenda para cursos de curta duração, teórico ou prático, um número máximo 20 pessoas por turma), homogeneidade do perfil dos treinandos, recursos audiovisuais e didáticos utilizados, análise do preço cobrado ( na maioria das vezes a opção pelo mais barato sai muito caro), coffee break oferecido, estrutura de apoio ( pessoas envolvidas, ações que desenvolverão, comprometimento ), processo de avaliação (durante e após o treinamento).
Após verificar com a exigência precisa as orientações acima ficará mais fácil decidir que rumo tomar para não perder tempo, dinheiro e muitas vezes, o conhecimento correto já adquirido.
Nildo Leite é consultor de empresas para as áreas de Planejamento e de Marketing Estratégico desde 1990 com serviços prestados à várias organizações que atuam em segmentos e mercados distintos. É Coordenador Acadêmico do curso de pós graduação em Marketing Estratégico da UNA/CENID – Bahia e Professor na mesma instituição dos cursos de Pós – Graduação em Gestão de Empresas, em Marketing Estratégico e em Administração de Recursos Humanos.http://www.newcompetence.com.br/
Telefax: ( 0 XX 71 ) 356 -0304
ncompetence@newcompetence.com.br

Dinâmicas de Grupo

Estudo De Caso - Advogado

A WDP é uma empresa do ramo de informática, com aproximadamente 500 funcionários. Hoje ela é considerada líder de mercado.

No ano de 1997, após um trabalho bastante forte na área de vendas, visando aumentar o número de clientes a empresa conseguiu elevar em 37% a carteira.

A empresa vibrou muito com essa conquista. No entanto surgiu um problema; a inadimplência de vários deles.

O departamento de cobrança tem enfrentado grandes dificuldades no sentido de fazer com que esses clientes cumpram os contratos.

A diretoria da WDP tem pressionado o departamento, pois o faturamento está muito baixo em função dessa situação.

É importante considerar que esses são apenas dois casos, mas o volume de acumulado está na ordem de aproximadamente 327 processos.

Situação A

Cliente : 1
Valor do Contrato: R$300.000,00
Data do contrato: 20/11/97
Último vencimento: 20/11/98
Este cliente só cumpriu as três primeiras parcelas.

Cliente : 2
Valor do Contrato: R$5.000,00 em um ano
Data do Contrato: 02/12/97
Nesse caso até agora o cliente não pagou nenhuma parcela.

Nos dois casos foi tentado um acordo, porém não houve o cumprimento da proposta. Diante do exposto de que forma você conduziria a situação para que o problema fosse resolvido?

Situação B

Um cliente adquiriu um software no valor de R$150.000,00 mais mão de obra especializada. Tal produto apresentou problemas, gerando queda no faturamento do cliente e consequentemente, sua insatisfação. O mesmo quer restituição do valor, devidamente corrigido pelas taxas do governo, mais 6% ao mês pelo prejuízo causado.

A WDP não aceita a proposta porque vai além das suas possibilidades. A contra proposta é apenas a restituição do valor, de acordo com o IGPM. O cliente não aceita e quer abrir processo contra a WDP.

DE SAPO, DE ÁGUIAS E DE MUDANÇAS

Uma conhecida e cruel experiência no campo da biologia prova que um sapo, colocado numa panela com água da sua lagoa, levada ao fogo, fica imóvel durante todo o tempo em que o líquido se aquece até ferver. Ele não reage ao gradual aumento da temperatura e morre cozido. Já um sapo jogado numa panela com água fervente salta imediatamente para fora, meio chamuscado, porém vivo!
Alguns empresários e dirigentes agem como sapos fervidos. Não percebem as mudanças no ambiente dos negócios e acham que está tudo bem, que tudo vai passar e que é só uma questão de tempo. E quebram ou fazem um grande estrago em suas empresas morrendo como o sapo da lagoa da água fervida!
A metáfora acima pressupõe a necessidade de linguagem adequada para o entendimento nos relacionamentos interpessoais nas empresas. "Falar a mesma língua" na empresa não significa exatamente que há entendimento. Há em cada ser humano um universo de crenças, idéias e percepções diversas, do qual depende o sentido que as palavras adquirem. Quanto mais sintonia melhor a comunicação.
Uma empresa pode ser vista como um pacto entre todos que dela fazem parte. Ou, apenas um lugar onde as pessoas aplicam o seu tempo em troca de um salário. O primeiro caso pressupõe o conhecimento e a aceitação por todos de princípios e compromissos que geram a participação. No segundo, valem apenas as regras momentâneas do jogo, sob intensa supervisão.
Da espécie das aves, ela é quem possui a maior longevidade, pois chega a viver setenta anos. Mas, para chegar a essa idade, a águia, aos quarenta já está com as unhas compridas e flexíveis - e não consegue mais apanhar suas presas para poder se alimentar. O bico alongado e ponteagudo fica curvado. Apontadas contra o peito estão as asas envelhecidas e pesadas em função da grossura das penas. Voar, portanto, fica dificílimo. E, nessas circunstâncias, a águia tem duas alternativas: morrer ou enfrentar um doloroso processo de renovação que chega a durar quase seis meses. Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e se recolher num ninho próximo a um paredão onde não necessita voar. Após encontrar esse lugar, ela começa a bater com o bico numa das faces do paredão até conseguir arrancá-lo. Depois de arrancar o bico, espera nascer um novo bico, com o qual vai arrancar as unhas. Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas. E, só após cinco meses, a águia sai para o vôo da renovação que possibilitará a ela viver mais trinta anos.
Jacques Cousteau, o grande oceanógrafo francês, autor de observações sobre o comportamento e da vida de inúmeras espécies, como esta das águias, dizia que em nossa vida, muitas vezes temos de nos resguardar por algum tempo e começar um processo de renovação; e que para um vôo de renovação, precisamos nos desprender de certas lembranças, de certas mágoas, de certos costumes, hábitos e outras tantas coisas que nos causam dor.
Hannah Arendt, filósofa alemã, autora de "A Condição Humana" dizia que "é no esforço pelo entendimento de si mesmo que o ser humano passa a entender melhor os seus semelhantes".
Exercitar o entendimento com a colaboração efetiva das pessoas-chave da empresa constitui um caminho seguro para debater questões como estratégia empresarial, o que é realmente o negócio da empresa, seus produtos/serviços, sua missão e a visão de futuro mais desejável para a organização. A partir daí, é preciso levantar os pontos fortes e os pontos fracos tendo em vista a realização de um planejamento estratégico competente. É claro que todo esse esforço só tem um sentido: a satisfação total do cliente. É para ele que você trabalha. É ele quem paga as suas contas no final do mês!

Paulo Augusto de Podestá Botelho é Professor Universitário e Consultor de Empresas para Programas de Engenharia da Qualidade, Antropologia Empresarial e Gestão Ambiental. www.guiarh.com.br/paulobotelho.htm

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

DESENVOLVENDO COMPORTAMENTO ATRAVÉS DA DINÂMICA DE GRUPO

        Por Maria Inês Felippe

        A dinâmica de grupo faz vivenciar situações análogas ao dia-a-dia de trabalho. É um procedimento que poderá ajudar na mudança de comportamento, além de identificar como a pessoa age em grupo.
        O aumento da concorrência entre as empresas provoca valorização de características pessoais até recentemente pouco exigidas dos profissionais pelo mercado de trabalho.
        Podemos identificar tal situação nos trabalhos de consultoria, tanto nos processos seletivos como no desenvolvimento de pessoal, através de sessões de treinamento.
        Hoje não basta somente conhecimento técnico. É também preciso, entre outros, trabalhar em equipe, flexibilidade, participação efetiva na busca de resultados, agindo criativamente e inovando processos e métodos organizacionais.
        É evidente que somente a capacidade de resolver questões lógicas não é suficiente para garantir a sua empregabilidade. O profissional deve buscar um equilíbrio emocional que possibilite enfrentar situações adversas e de conflito, de forma estável e consciente.
        Tais competências podemos perceber indo ao encontro a um princípio básico do ser humano que é agir socialmente. Como diz o ditado, “nenhum homem é uma ilha”.
        Sabemos também que o processo de interação grupal não é tão fácil, pois exige das pessoas transformações comportamentais e que por muitas vezes vão contradizer sua cultura, educação familiar e mesmo sua personalidade.
        O ser humano é competitivo e está acostumado a trabalhar individualmente. Muitas empresas premiam estas características, embora podemos perceber que muitas estão valorizando também os resultados obtidos pelos grupos da organização.
        O papel da organização neste contexto
        1 – Identificar algumas características pertinentes à sua necessidade, através de processos seletivos adequados, facilitando as atividades de desenvolvimento de pessoal.
        2 – É fundamental a criação de incentivos a programas de treinamento que tenham como tema: motivação, liderança, times de trabalho, gestão participativa, tomada de decisões, empowerment, criatividade e inovação, soluções criativas de problemas etc.
        Tais programas devem permitir aos funcionários refletir sobre o seu autodesenvolvimento, despertando o desejo por relações pessoais e po9r uma melhor qualidade de vida: o que os levará à formação de suas identidades organizacionais e pessoais.
        Enfim, devem permitir aos mesmos aprender a lidar com suas emoções, melhorando assim suas performances, cabendo à organização a promoção do seu capital intelectual.
        A dinâmica de grupo faz vivenciar situações análogas ao dia-a-dia de trabalho e é um procedimento que poderá ajudar na mudança de comportamento, através de sessões de treinamento e desenvolvimento, como também poderá identificar como a pessoa age em grupo, principalmente sendo utilizada em processos seletivos.
        Portanto, trata-se de uma técnica valiosa que poderá ser utilizada em treinamento de pessoal, seleção de pessoal, avaliação de potencial, pesquisa de clima organizacional, bem como levantamento de necessidades da organização, busca de soluções criativas de problemas e desenvolvimento do potencial criativo.
        Especificamente em processos seletivos – Através de jogos cooperativos podemos identificar como a pessoa se identifica e se relaciona com os demais e se é capaz de sair do espírito competitivo inflexível etc.
        Sempre devemos considerar a cultura da organização e quais as características necessárias para aquele cargo na referida organização.
        Pela nossa prática, podemos perceber que muito tem se cobrado, nos processos seletivos, os seguintes comportamentos das pessoas:
  • Espírito de equipe
  • Liderança
  • Ambição
  • Facilidade de comunicação
  • Facilidade de lidar com pressões externas
  • Criatividade e inovação
  • Equilíbrio emocional
  • Capacidade de agregar para a organização
        Podemos perceber que estas características são as procuradas pelas organizações nos processos seletivos e que a técnica mais eficaz para identificar os requisitos acima descritos é a dinâmica de grupo.
        Através de jogos, que são atividades espontâneas regidas por regras como tempo e estratégias, permite que se trabalhe com o tema de forma que revelem as facetas de seu caráter, comportamento que normalmente não se revela em outras situações.
        Algumas das técnicas são situações que fogem do cotidiano, ou seja, de atividades específicas do cargo, mas que por analogia podem os identificar determinados comportamentos.
        O estabelecimento de Analogias não usuais, técnica desenvolvida pela Universidade de Compostela, na Espanha, no curso de Criatividade, favorece a interpretação dos comportamentos observados com maior eficiência, provocando maior assertividade.
        Muitas das técnicas utilizadas em processos seletivos poderão ser utilizadas em treinamento de desenvolvimento de desenvolvimento de pessoal – o que vai diferenciar é a leitura dos comportamentos.
        Em treinamento devemos interpretar os comportamentos observados e em seleção de pessoal, somente assinalando algumas questões, de forma genérica, sutil, servindo como feedback para os candidatos.
        Portanto, a formação na área de humanas é fundamental para o êxito da utilização de tal procedimento. Mas somente esta técnica não garante a eficácia de um processo seletivo. É preciso utilizar outros métodos, tais como testes e entrevistas, para identificar o verdadeiro potencial dos candidatos, principalmente quando utilizada em processo seletivo.
        A prática de dinâmica de grupo tem sido utilizada por várias empresas, mas cabe um alerta:
  • Falta de conhecimentos profundos sobre o comportamento humano – Pelo desconhecimento, passa-se a agir com os candidatos e com os dados obtidos da dinâmica de grupo de maneira amadora e pejorativa, rotulando e discriminando as pessoas.
  • Não domínio da técnica – Muitos profissionais não dominam a técnica e principalmente não sabem como interpretar os comportamentos observados, ou avaliam conforme o seu referencial, que poderá ser preconceituoso.
  • Não sabem escolher a técnica – Muitos profissionais escolhem a técnica sem saber efetivamente os requisitos exigidos pelo cargo. Escolhendo a que mais agrada, não significa que será a mais eficaz e que possa recolher melhores resultados.
  • Modismo – Deve-se evitar em utiliza-lo por estar na moda, do tipo o vizinho usa, meu amigo disse, eu li na revista etc.
  • Amadorismo – Alguns profissionais compram um livro de dinâmica de grupo, escolhem algumas, aplicam nos candidatos sem saber dirigi-la de forma correta.
  • Questões éticas – Alguns aspectos éticos muitas vezes são desconhecidos pelos aplicadores das técnicas.
        Quando for convocar os candidatos para participar do processo seletivo.
  • Faça um planejamento prévio de todas as etapas, tais como técnica utilizada, duração e data.
  • Informe o(s) candidato (s) de todas as etapas, para poderem também se organizar. Mesmo estando à procura de uma colocação, ele (s) não está a inteiro dispor da empresa.
  • As dinâmicas duram em média 3 a 4 horas.
  • Não atrase, considere que você está lidando com pessoas e ninguém gosta de esperar. Atrasos só servem para deixar o candidato irritado, sem contar que revela a falta de respeito e organização por parte da empresa.
        Especificamente em treinamento e desenvolvimento de pessoal
        A dinâmica de grupo é fundamental para o desenvolvimento e mudança de comportamento. Sendo assim, todos esses aprendizados somente serão efetivamente transformados em comportamento quando vivenciado.
        Como diz o provérbio chinês: “ o que escuto eu esqueço, o que vejo posso lembrar, o que faço não esqueço”.
        Sendo assim, não podemos também utilizar a técnica pela técnica e sim ela aplicada a uma análise acompanhada de uma compreensão dos processos e fenômenos grupais. Portanto, a formação do profissional na área de humanas em condução de grupos é fundamental.
        Ou seja, é fundamental a fundamentação teórica associada à técnica vivenciada e não somente a técnica vivenciada como o jogo de salão, onde todos se diverte, brincam, alegram-se e depois o que poderá colocar em prática o aprendizado?Onde modificou o comportamento? De que forma poderá retribuir á organização o capital investido?
        Isso deverá servir de alerta! Pois é um investimento sem retorno, quando não aplicado e desenvolvido de firma séria, profissional , científico e vivencial por parte do coordenador.
        Temos percebido quando nos é solicitado treinamento de criatividade, cabe ressaltar que treinamento de criatividade não é somente descontração, festa, etc.
        Falar em criatividade empresBernhardMod é falar na busca de resultados, saídas para o desenvolvimento de produtos, processos, partindo do princípio da dialética que é pensar com a cabeça da lua, mas com os pés no chão.
A dinâmica de grupo é fundamental para o
desenvolvimento e mudança de comportamento.
        Isso envolve método, processo, etapa de pensamento criativo e não somente a criação por si só, por vezes sem utilidade, sendo assim não é criatividade. Quando falamos em criatividade e inovação empresBernhardMod, devemos ter a mesma metodologia, ou seja, a busca de resultados em todos os programas de treinamento.
        Somente integrar pessoas, atualmente, não é o suficiente para o busca de resultados concretos.
        Muitas técnicas facilitadoras como Torbelino de idéias, brainstorming, brainswrtiting, jogos lingüísticos, empresariais, dinâmica de grupo, psicodrama – somente darão resultado quando associadas ás fundamentações teóricas, científicas e vivencia, fazendo sentido como o dia-a- dia da empresa e com sua realidade.
       
 DICAS E TOQUES
  • Experiência vivencial de condução de grupo, saber o que observar, como e validar comportamento.
  • O domínio da técnica e a fundamentação teórica é fundamental.
  • A escolha deverá estar diretamente associada aos objetivos.
  • Clareza no convite das vivências, processo ganha-ganha.
  • Análise científica das técnicas é o básico para mudança de comportamento.
  • Responda a pergunta: Como coloco em prática o que foi vivenciado?
  • Não esqueça dos princípios básicos da ética profissional e pessoal, pois você está lidando com pessoas.
Maria Inês Felippe: Palestrante, Psicóloga, Especialista em Adm. de Recursos Humanos e Mestre em Desenvolvimento do Potencial Criativo pela Universidade de Educação de Santiago de Compostela - Espanha. Palestrante e consultora em Recursos Humanos, Desenvolvimento Gerencial e de equipes, Avaliação de Potencial e competências. Treinamentos de Criatividade e Inovação nos Negócios. Palestrante em Congressos Nacionais e Internacionais de Criatividade e Inovação e Comportamento Humano nas empresas. Vice Presidente de Criatividade e Inovação da APARH.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O QUE NÃO PERGUNTAR EM UM PROCESSO SELETIVO?

Por Patrícia Bispo para o RH.com.br

É através de um processo de recrutamento e seleção que às organizações chegam aos profissionais que se tornarão o diferencial para o negócio, pois são as pessoas que conduzem as decisões, tomam iniciativas que resolvem problemas como também ações que geram situações de conflito. Por isso, o momento da contratação precisa ser conduzido com extremo cuidado e por profissionais que saibam como utilizar as ferramentas que envolvem todo o processo, inclusive, a entrevista de seleção. No entanto, é comum observar que alguns selecionadores cometem deslizes como, por exemplo, na aplicação de perguntas descabidas aos candidatos. Seja por falta de tempo para estruturar a entrevista - com foco nas competências exigidas na vaga em aberto ou por falta de experiência -, o fato é que perguntas "deslocadas" fazem o recrutamento cair no descrédito e um valioso tempo seja desperdiçado. Escolhi algumas perguntas abaixo que já ouvi serem usadas R&S, mas que deveriam ficar guardadas a "sete chaves" na última gaveta ou, melhor, deletadas das seleções. Confira 10 delas:


1 - Você pode falar sobre sua vida? - Uma pergunta como essa, feita para qualquer candidato abre espaço para que a resposta dada pela pessoa nada tenha a ver com a vaga em aberto. Isso porque, além de passar a ideia de que o selecionador não se preparou para a entrevista, deixa margens para que o candidato fale sobre qualquer assunto e deixe de mencionar, por exemplo, competências que ele detém e que são valiosas para a empresa contratante.

2 - Como foi seu relacionamento na adolescência com seus pais? - Esse é outro questionamento que deveria passar longe de um processo seletivo, afinal a relação entre o candidato e os pais dele é uma questão pessoal. Além disso, provavelmente, ninguém dirá que teve conflitos sérios com seus genitores ou responsáveis.

3 - Na escola, o que mais o irritava nos professores? - Imagine uma pergunta dessas para um candidato. O mínimo que passará pela mente do profissional é: o que tem isso a ver com a vaga que desejo? Será que vão levar em consideração que eu detestava o professor de matemática?

4 - O que você mais gosta e o que detesta na vida? - "Vou responder como um bom menino. Lógico!". Diante de uma pergunta como essas, o candidato pode afirmar que o que mais preza é a família, os bons costumes, a natureza. E o que mais abomina: a violência, a fome, o analfabetismo, entre outro.

5 - Você quer fazer parte da nossa equipe? - Que candidato responderia negativamente a essa pergunta? Se ele está disputando a vaga é porque, no mínimo, precisa pagar suas despesas ou porque deseja novos desafios. Muitos podem nem acreditar, mas perguntas como essa ainda são feitas nos processos de seleção.

6 - Sua profissão tem valor para você e os outros? - Qual profissional diria que sua profissão não vale um "tostão furado"? O que ele pode falar é que cada vez mais procura aprimorar conhecimentos, porque sua atividade é fundamental para a empresa.

7 - Entrar em nossa organização o assusta? - É muito mais sensato questionar quais os atrativos que levaram o profissional a se interessar por fazer parte da equipe da empresa. Quem vai responder que algo o assusta, principalmente quando se quer conquistar uma oportunidade no mercado?

8 - O que você faria para tirar nossa empresa do buraco? - Quem respondesse: "Eu daria todo o meu suor", "Trabalharia 24 horas seguidas", "Deixaria de lado todos os feriados", estaria mostrando sinais visíveis de desespero frente ao desemprego. Só atuando no dia a dia é que o profissional sabe de que forma ele pode contribuir para o crescimento corporativo.

9 - O que o faria detestar seu futuro líder? - Ninguém em sã consciência diria algo contra o futuro gestor. Imagine se o candidato respondesse: "Não suporto o líder que desvaloriza o processo de feedback". Se a empresa não adota essa prática, certamente o profissional seria eliminado do processo, sem chance alguma de mostrar seu valor ao contratante.

10 - Se outra proposta surgisse agora, você abandonaria nossa seleção? - "Deixar essa empresa por outra? Nunca". Lógico que quem concorre a uma vaga não afirmará que deixará a empresa na primeira oportunidade que surgir.
Então, antes de fazer determinadas perguntas durante um processo seletivo, é preciso estruturar o processo e de preferência, ao lado do gestor em que o recém-contratado irá se reportar.

PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO DE LIDERANÇA

Habib’s: o Programa de Desenvolvimento de Lideranças é uma estratégia organizacional
Por Patrícia Bispo para o RH.com.br

Patrícia Bispo
Formada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo, pela Universidade Católica de Pernambuco/Unicap. Atuou durante dez anos em Assessoria Política, especificamente na Câmara Municipal do Recife e na Assembléia Legislativa do Estado de Pernambuco. Atualmente, trabalha na Atodigital.com, sendo jornalista responsável pelos sites: www.rh.com.br, www.portodegalinhas.com.br e www.guiatamandare.com.br. + textos de Patrícia Bispo

Entre várias ações estratégicas da área de Recursos Humanos, uma delas é identificar através de pesquisa da realização de pesquisa de clima, o nível de satisfação do colaborador, inclusive, no aspecto liderança. Isso foi constado na prática pelo Grupo Habib's que a partir da aplicação dessa ferramenta que possibilita a mensuração de vários indicadores corporativos, através da Universidade Corporativa, instituiu oficialmente o Programa de Desenvolvimento de Lideranças (PDL), em setembro de 2009.

Na oportunidade, a organização constatou que a construção de um clima de alto desempenho refletia na qualidade da liderança. Somando-se a isso, considerou-se ainda que o cenário de competitividade que as empresas enfrentam, busca líderes comprometidos com o incremento de resultados, que saibam atuar de forma integrada com todos os parceiros da estrutura, que estimulem constantemente o crescimento de suas equipes, sejam proativos e inovadores e proporcionem um clima organizacional de alto desempenho.

O Grupo Habib's possui 22 anos no mercado. Conta com 305 lojas no Brasil, em 15 Estados e no Distrito Federal. Por duas vezes foi eleita a Melhor Franquia do Ano, pela ABF - Associação Brasileira de Franquia. Conquistou quatro prêmios "Consumidor Moderno de Excelência em Serviços ao Cliente" e por três vezes foi escolhida como a Melhor Fast Food, no Prêmio Alshop Visa. Conta com 130 milhões de consumidores ao ano, 15 mil funcionários diretos e 12 centrais de produção.

De acordo com Ana Lúcia Rocha, responsável pela coordenação do Programa de Desenvolvimento de Lideranças em todo o Brasil, um líder bem preparado, consciente de suas responsabilidades motiva para o resultado, apoia o crescimento da equipe, introduz novos processos e tecnologias, proporciona o crescimento da empresa e garante competitividade. Diante disso, o programa idealizado por Ana Paula Cesar, diretora de Recursos Humanos objetivou: promover a disseminação e fortalecimento dos valores da Rede Habib's; despertar e reforçar comportamentos e atitudes como alicerce para o crescimento do negócio; bem como oferecer um Plano de Crescimento aos profissionais que fazem a Gestão de Pessoas, ajudando-os a desempenharem seus papeis de forma sistêmica e integrada para fazer a diferença nos tempos de grandes desafios.

A partir desses objetivos, foram selecionados seis passos considerados necessários para a construção do ciclo contínuo da Liderança como Capacidade Organizacional:
- Articular uma proposta de liderança sólida e consistente.
- Divulgar o Modelo de Liderança para resultados estratégicos.
- Avaliar os líderes e a liderança, dimensionar os "gaps".
- Investir na capacitação e no desenvolvimento.
- Medir o impacto no investimento.
- Conscientizar os líderes e assegurar a nova reputação.

Início do PDL - O programa-piloto do PDL foi implantado na matriz do Grupo Habib's, em São Paulo com 66 líderes das áreas de Vendas, Marketing, Operações, Recursos Humanos, Qualidade, entre outras. "Desde Agosto deste ano, partimos para as lideranças de loja: gerentes, franqueados, supervisores, chefes de cozinha, secretárias financeiras e líderes da Central de Produção. O programa também tem abrangência nacional. Ou seja, todos os profissionais da rede, participam com a ajuda dos RH locais", complementa Ana Lúcia Rocha.

O programa na prática - O PDL apresenta três pilares do desenvolvimento do perfil de liderança: Empowerment, Hábitos eficazes e Liderança Situacional. Diante de cada pilar, é trabalhado o desenvolvimento de habilidades, competências e comportamentos como, por exemplo: delegar, feedback, comunicação, administração do tempo, ambiente de aprendizagem, decisões compartilhadas, construção de valores, bem como princípios.

As atividades do Programa de Desenvolvimento de Lideranças são mensais e diversificadas A metodologia aplicada compreende as seguintes ações:
- Autodesenvolvimento: leitura de livros que abordem aspectos de liderança, com discussão em grupos de leitura e a leitura semanal enviada por e-mail. Criou-se, assim, uma cultura da leitura na companhia.
- Sessão cinema: são promovidas sessões para assistir e discutir filmes que tratem diretamente dos temas do programa.
- Universidade Habib's: realização de cursos de formação comportamental como administração do tempo, relações interpessoais, trabalho em equipe, gestão do clima, como motivar sua equipe, entre outros.
- Cursos In Company: parcerias com instituições como a FranklinCovey e FAAP.
- Reunião Mensal de Líderes: encontro que tem a finalidade de estimular a integração entre o corpo de líderes.
- Coaching Interno: a empresa atua com líderes com baixa perfomance em seus assessements. Este trabalho tem sido fundamental para a mudança transformadora.
- Avaliação de Perfomance: utiliza-se um assessement, em que os liderados avaliam seus lideres em competências como: acessibilidade, comunicação, feedback, relacionamento, motivação, respeito e confiança.

Quando questionada se existe algum recurso para avaliar o PDL, Ana Lúcia Rocha afirma que a empresa utilizou como mecanismo, a comparação da pesquisa de clima 2009 para 2010. "Apresentamos um aumento de 10% no nível de satisfação do colaborador. Já consideramos um resultado bem significativo", avalia, ao enfatizar que a receptividade dos gestores tem sido considerada excepcional. E justifica: os líderes têm se empenhado na busca constante pelo crescimento e aprendizado. Além disso, há uma média de 90% de participação/mês dos líderes e o total apoio da alta direção.

As mudanças - Depois que o Programa de Desenvolvimento de Lideranças foi instituído, observou-se mudanças positivas no relacionamento líder-liderado. Isso porque, criou-se na empresa um ambiente muito mais aberto, inovador e de relacionamento construtivo. Hoje, percebe-se que os gestores muito mais empenhados em fornecer e receber feedback, acompanhar suas equipes e estabelecer uma comunicação transparente.

"O programa tem fortalecido as relações. O clima organizacional tem se transformado de forma excepcional, as pessoas encontram-se mais conscientes do seu papel e estamos quebrando paradigmas organizacionais, através da mudança de mentalidade das pessoas. E isso é perfeito para o crescimento da organização. E claro, os números não param de crescer. Pessoas felizes, negócio com lucratividade", comemora a responsável pelo Programa de Desenvolvimento de Lideranças do Habib's.

Segundo Ana Lúcia Rocha, durante a implantação toda mudança gera certa resistência. Mas, quando o programa foi implantado, de uma forma geral as barreiras passam a ser superadas. Nesse sentido, uma das formas adotadas para vencer as resistências foi preparar as pessoas para o processo de inovação, criando-se uma cultura de coaching e grupos de discussão em torno da quebra de paradigmas, modelos mentais, princípios e valores.

Ela menciona, ainda, que nos tempos atuais, com o mundo em transformação, clientes e funcionários mais exigentes, os profissionais das gerações Y, Z têm desafiado as organizações a formar líderes para o cenário de incertezas. E está cada vez mais comprovado, pelos instrumentos no mercado, como os que avaliam as melhores empresas para se trabalhar no Brasil, que o impacto da liderança no clima organizacional e nos resultados da organização é muito significativo.

"Não há como esperar de todos os colaboradores, liderança inata. Seria muito mais fácil se a escola e as universidades preparassem seus alunos para liderança. Portanto, precisamos desenvolvê-la. A empresa deve ser um espaço educativo e de criação de valores para uma liderança fortalecedora para o negócio e para uma sociedade mais plena", defende Ana Lúcia Rocha, ao lembrar que para 2011, haverá muito mais ações e investimentos no desenvolvimento contínuo dos líderes do Grupo Habib's.

Coordenação do PDL - O programa é exclusivo da Universidade Habib's - responsável pela Gestão do Conhecimento da organização. Silvia Riscali, que gerencia por essa área, entende o programa como alicerce fundamental ao crescimento da organização. "Tomamos a decisão de desenhar o programa com a exclusividade da Universidade Corporativa, pois contamos com o know-how da diretora de Recursos Humanos, Ana Paula Cesar, e de uma equipe de profissionais com grande expertise do negócio e, além claro do benchmarking com outras organizações", sintetiza.

DICAS DE NEUROCIENCIAS

Algumas dicas da neurociência para você encontrar insights poderosos e ter boas idéias
A Psychology Today publicou recentemente um texto que traz as condições que, segundo o pessoal da neurociência, nos ajudam a encontrar mais insights e a ter melhores idéias. Segundo o autor, Dr. David Rock, tratam-se de alguns estados mentais, segundo estudos da área, favoráveis a grandes constatações. Esses momentos são:

• Silêncio: Tendemos a perceber insights, em geral, quando o nível de atividade do cérebro está baixo, como quando não estamos fazendo muito esforço mental, quanto estamos focados em algo repetitivo, ou apenas estamos mais relaxados. Segundo a matéria, insights são quietos e, portanto, exigem uma mente calma.

• Olhar interior: As pessoas geralmente tem insights, afirma, quando estão divagando mentalmente. Elas não estão focadas no problema. Geralmente, quando guardam recursos para perceber um insight, se fecham para dados externos. Segundo a publicação, os insights tendem a aparecer quando você olha para dentro e não para o mundo lá fora. Agora, um palpite meu: se antes você entra de cabeça no assunto, estuda tudo sobre ele e principalmente, o entende, a busca interna por aquela idéia ou insight poderosos fica bem mais fácil.

• Um pouco de felicidade: Quando as pessoas estão felizes, tendem a perceber um nível mais amplo de informações. A ansiedade, por outro lado, tende a uma visão mais estreita. Para ser mais ‘insightful’, a dica da matéria é: seja aberto, curioso e interessado em algo, ao invés de ansioso em qualquer maneira.

• Não tente muito: Se você quer insights, diz a matéria, precisa parar de tentar resolver um problema. A razão apontada é que insights geralmente vem quando estamos parados em um impasse. O impasse tende a envolver algumas opções nas quais estamos fixados. No entanto, quanto mais trabalhamos nas mesmas soluções erradas, mais difícil é pensar em novas idéias. A solução sugerida pelo Dr. Rock é deixar o problema de lado e, então, a solução vem até você. Segundo ele, a razão é o poder do inconsciente humano em processar recursos – muito maior do que o processo consciente.

Ou seja, enquanto a maioria das pessoas tende a se colocar sob pressão, fazer brainstorms em grupo, se manter acordada com muito café – ações que deixam o cérebro inquieto ao invés de calmo – a melhor maneira de encontrar grandes insights e idéias, conta o autor, é deixar as pessoas livres para tirar tempo livre e fazer coisas interessantes mas repetitivas, por algum tempo, durante os desafios.

RECORDANDO ALGUNS CONCEITOS

a- O que é Dinâmica de Grupo?
Dynamis é uma palavra grega que significa força, energia, ação. Quando Kurt Lewin utilizou a expressão Dinâmica de Grupo e começou a pesquisar os grupos, seu objetivo era o de ensinar às pessoas comportamentos novos através desse recurso – utilizar a discussão e estabelecer tomada de decisão em grupo, em substituição ao método tradicional de transmissão sistemática de conhecimentos.
Toda atividade que se desenvolve com pessoas (reuniões, workshops, grupos de trabalho, grupos de crescimento ou treinamento, plenário/grandes eventos, etc.) que objetiva integrar, desinibir, “quebrar o gelo”, divertir, refletir, aprender, apresentar, promover o conhecimento, incitar à aprendizagem, competir e aquecer, pode ser denominada Dinâmica de Grupo.
O simples encontro de pessoas para buscar qualquer objetivo grupal é uma Dinâmica de Grupo.

b- O que é Vitalizador?
É uma Dinâmica de Grupo. É rápido, objetivo, eficaz para o que se propõe: aquecer, acender, ascender, “levantar” o grupo, descontrair. A expressão vitalizar sugere dar vida ou tornar vivo.
A utilização de um vitalizador não caracteriza necessariamente que vai gerar uma reflexão ou um aprendizado, porém, por ser feitos com pessoas e por pessoas, tudo é possível. Existem vitalizadores recreativos, competitivos ou puramente energizantes.
O vitalizador dever ser o mais prático possível, podendo ou não serem utilizados materiais ou acessórios que venham demandar algum tempo de preparação ou elaboração prévia. Em geral, os recursos são as pessoas, o próprio facilitador e o ambiente.

EXEMPLO: Vitalizador para exercitar e desenvolver a percepção – Zero a 100
De Zero a 100, quantos algarismos 9 (nove) têm? As pessoas ficam “chutando” e respondem das mais variadas formas. Depois de algum tempo, mesmo alguém tendo acertado, o facilitador faz coro, com todos, e diz: 9... 19... 29... 39... 49... 59... 69... 79... 89... 90, 91, 92, 93, 94, 95, 96, 97, 98, 99 = 20 (vinte).

CRÉDITOS: Livro, VITALIZADORES, Mais de 100 opções para você “acordar” o seu grupo e mantê-lo “aceso”.
AUTOR: Albigenor & Rose Militão
EDITORA: Qualitymark – http://www.qualitymark.com.br

AS FASES D INCLUSÃO, CONTROLE E AFEIÇÃO

INCLUSÃO CONTROLE

AFETO

SEPARAÇÃO


Cada uma dessas fases reúne especificidades que direcionam as dinâmicas de constituição de identidade de um grupo e as dinâmicas de interação indivíduo/grupo.

Fase de Inclusão
Começa na formação do grupo; o participante quer descobrir primeiro onde se encaixa. As primeiras preocupações são: decidir se quer e pode estar incluído ou não nele, estabelecer-se como indivíduo distinto dos outros e verificar se será valorizado ou ignorado. Ao mesmo tempo, estará decidindo até que ponto poderá se comprometer com este grupo, pois dispenderá energia também em outros compromissos, sendo necessário um espaço para participar dele. Decidirá basicamente quanta interação e comunicação desejará ter. As perguntas naturais são: O quanto de mim darei para este grupo? O quanto serei importante nesta situação? Será que eles irão apreciar quem eu sou e o que possa fazer, ou permanecerei indistinto de todos os outros?